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CASAMENTO DE BRITTANY MURPHY NÃO FOI FELIZ


Independente do rumo que a tragédia que abateu a atriz Brittany Murphy e, meses depois, seu marido, o produtor e roteirista inglês Simon Monjack, uma coisa é certa: o casamento de Brittany com ele não foi feliz.

É só comparar o que aconteceu na vida de Brittany nos seus melhores anos de carreira - entre 2001 e 2006 - e seus últimos anos, para ver a triste diferença. E a serelepe e supergracinha Brittany estava expressando um semblante melancólico no final de sua breve vida.

Brittany era conhecida por sua jovialidade e por seu jeito radiante. Pergunte a quem conviveu com ela, como Ashton Kutcher, que atualmente faz o Walden de Two and a Half Men, ex-namorado de Brittany, com quem fez par romântico no filme Recém-Casados (Just Married), de 2003. Ou então para Dakota Fanning e Elijah Wood, que também trabalharam com Brittany.

Essas pessoas, de grande credibilidade e carisma, afirmam que Brittany era uma pessoa alegre, vibrante, divertida. Nada da imagem da "drogada", "irresponsável", "relapsa" e "temperamental" que a mídia sensacionalista tentou promover injustamente contra a talentosa atriz, cantora e produtora de cinema.

Entre 2001 e 2006 Brittany fez muitos trabalhos. Participou de eventos promovidos pela MTV e Nickelodeon, fez fotos para revistas de moda, participou do Saturday Night Live, conviveu com um cem número de atores não só profissionalmente como também pessoalmente e começava a fazer seus primeiros trabalhos como cantora, além de estar à frente da produtora BAM (Brittany Anne Murphy) Productions.

Ela contracenou, além dos três acima citados, com atores que variavam de veteranos como Michael Douglas até nomes em evidência como Jack Black, Drew Barrymore, Jessica Alba e outros. Fez amizade com Avril Lavigne, Alyssa Milano, Eliza Dushku e Eva Longoria. E contracenou até com Kevin Sussman, o Stuart do seriado The Big Bang Theory.

Tudo parecia dar certo para Brittany. Dava gosto ver seu rostinho gracioso, sua sensualidade vibrante, seus olhares meigos, seu maravilhoso senso de humor. Um misto de nerd com femme fatale, deliciosamente maravilhosa, que como atriz era comparada como um meio-termo entre Lucille Ball e Marilyn Monroe.

Seu maior clímax foi quando ela tornou-se dubladora do filme de animação Happy Feet, de 2006,  em que ela fez a personagem Gloria, uma espécie de diva numa comunidade de pinguins. No filme, ela também mostrou ser uma brilhante cantora, interpretando covers de "Somebody to Love" (Queen) e "Boogie Wonderland" (Earth Wind & Fire).

Até como cantora ela começava a deslanchar, sendo muito conhecida pela sua participação num sucesso de Paul Oakenfold, "Faster Kill Pussycat" (composto em parceria com Kelly Ali, ex-Sneaker Pimps), lançada em compacto em 21 de março de 2006 e em álbum de CD três meses depois. A música tornou-se um grande sucesso, sobretudo pela voz sexy de Brittany.

De repente, foi só ela se casar com o roteirista inglês Simon Monjack, que ela conheceu durante sua estadia em Londres - ela estava gravando a comédia romântica Amor e Outros Desastres (Love and Other Disasters) - que a coisa passou a desandar.

Em um ano, Brittany passou a fazer filmes de pouca expressão, não necessariamente ruins. Passou a ter menos destaque na mídia, embora aparentemente houvesse conquistado a prosperidade comprando uma mansão construída nos anos 1920 localizada no bairro de Hollywood Hills, em Los Angeles.

Brittany estaria tomando mais remédios e houve uma entrevista em abril de 2009 em que ela apareceu "chapada". As acusações de uso de drogas em 2000, firmemente negadas pela atriz, voltavam à tona, o que fez os executivos da Warner cancelarem a participação da atriz no filme Happy Feet 2.

Por causa dos boatos, os executivos já acertaram com a cantora Pink (que não tem a graciosidade sexy de Brittany), que já tinha música na trilha sonora do primeiro filme, para fazer a voz de Gloria. Curiosamente, a mesma Warner que vetou a "garota-problema" Brittany havia produzido, nos anos 90, o seriado de animação Animaniacs, que abusava dos personagens neuróticos.

Brittany, tendo morrido envenenada ou não, parecia estar tomando mais remédios. Na premiere do filme Across The Hall, ela apareceu alegre, porém magra e abatida. E andava deprimida e assustada com os acontecimentos.

TRAGÉDIA SE DEU SOB INFLUÊNCIA DE SIMON MONJACK

Em seus últimos meses, ela havia se desentendido com produtores porto-riquenhos do filme de suspense The Caller, que não compreendiam bem o talento da atriz. Além disso, havia rumores de traições conjugais de Simon Monjack, que incluiu até mesmo ao assédio a Sharon Murphy, mãe da atriz e que morava junto com o casal.

Segundo notícias recentes, que dão conta de que Brittany e Simon haviam sofrido ameaças de supostos criminosos, eles teriam sido assassinados em circunstâncias semelhantes. O que se pode inferir é que a tragédia se deu por influência dos problemas pessoais de Simon Monjack.

De personalidade misteriosa, Simon era viciado em remédios - o que fez Brittany pegar carona no vício do marido - e arrumava encrenca com outras pessoas. Teria sido infiel à esposa e há quem diga que ele se casou com ela por dinheiro.

Surge uma hipótese de que ele, sim, era viciado em cocaína, vício que a esposa não teria compartilhado, até porque, no final da vida, ela andava muito ocupada fazendo vários filmes, como Correndo Contra o Tempo (Across The Hall), Megafault, Flashes de uma Psicose (Deadline), Something Wicked e Nora Roberts Tribute, além de fazer a dublagem de Luanne Platter para o seriado de animação O Rei do Pedaço (King of the Hill).

Provavelmente, se houve a hipótese de homicídio, ela se deu por conta de alguma briga que Simon Monjack teve com um desafeto. Este teria feito ameaças ao casal, e provavelmente teria envenenado Brittany primeiro, por advertência. Simon teria morrido depois, em um acerto de contas em 23 de maio de 2010.

A gente fica imaginando se, caso Brittany nem sequer tivesse encontrado Simon, não teria sofrido o desfecho trágico que abreviou sua vida. A relação de Brittany com Simon demonstrou-se infeliz, e até se pode acreditar que, se os dois não tivessem morrido, teriam se divorciado já em 2010.

Brittany não foi feliz com seu marido. Ela não merecia sofrer o que sofreu. Perdemos uma pessoa fantástica, com seu brilho próprio, com um encanto sem igual. Brittany não deveria ter vivido o que ela viveu nos últimos dois anos de sua vida. Ela era muito especial.

Comentários

  1. Caro Alexandre, escrevi para você no seu Facebook mas o sr., deve ter passado despercebido e gostaria se me permite de lhe escrever por aqui. Não deixa de ter a ver com casos amorosos.

    Entretanto o motivo pelo qual escrevo é uma dúvida cruel que fica em minha cabeça desde que comecei a ler seus textos sobre relacionamentos e afinidades.

    Voce escreve que as mulheres dotadas de um ideal de vida "cafona" deveriam se relacionar com homens do mesmo tipo. Eu me considero um desses homens, pois sou apreciador de ritmos popularescos comportados e piegas, que voce define como breganejo, sambrega e axé-music. No entanto essas mulheres costumam paquerar nerds, ou o que a mídia define como tal.

    Tenho uma dúvida: apesar de ser sentimental e gostar de brega, levo uma vida pacata, moro com meus pais, sou tímido, falo pouco, uso um visual modesto e sou fiel.

    Então eu pergunto, com todo respeito e sem ressentimentos: se eu me enquadro como "nerd", mesmo sem ter gostos e mentalidade de um, por que sempre sou rejeitado na vida amorosa? Será que é pelo meu estilo contraditório de vida? Ou por eu não me enquadrar nos padrões de beleza e poder, pois não sou bonito nem tenho bens materiais? Talvez por preconceito por eu gostar de mulheres mais velhas?

    Alexandre, desculpe o longo desabafo. Sei que voce não é conselheiro amoroso, mas o admiro como jornalista, mesmo discordando da maioria de suas idéias. Por favor, apenas responda essa dúvida e o deixarei em paz.

    Cordialmente,
    Bruno

    P.S.: Só para voce ter uma idéia mais aproximada, o tipo feminino que eu procuro são mulheres como Beth Guzzo, Wanessa Camargo, Adryana Ribeiro, Beyoncé, e de preferência que seja fã de sambrega. Mas innfelizmente essas mulheres preferem rapazes mulatos, o que não é meu caso, ou então homens com perfil musculoso, o que também passo longe. Fora as que só se interessam por ricos e velhos sisudos,m o que atinge não somnente pagodeiras mas todo perfil de mulher

    O que me aconselha?

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