TERMO "PATRICINHA" TEVE ORIGEM EM SOCIALITE BRASILEIRA


O termo "patricinha", que os fãs de Brittany Murphy conhecem pela denominação brasileira dada ao filme de título "seco", Clueless (traduzido do inglês, "sem pistas"), que virou As Patricinhas de Beverly Hills, teve sua origem revelada.

A expressão corresponde ao tipo de garota bem nascida, consumista, fanática por moda, de comportamento ingênuo e intelectualmente duvidoso. Algo como uma jovem dondoca, muitas vezes muito bonita, mas inacessível pelo seu tipo aristocrático.

A revelação se deu no livro Enquanto Houver Champanhe, Há Esperança, que o jornalista Joaquim Ferreira dos Santos, famoso por seus livros memorialistas, como 1958 - O Ano Que Não Devia Terminar (1997), dedica à biografia do colunista social Zózimo Barroso do Amaral.

O termo surgiu da socialite Patrícia Leal, trineta do conde Modesto Leal, que havia sido um dos homens mais ricos do período da República Velha (1889-1930). Patrícia se destacou nas colunas sociais da década de 1990 e, ex-namorada de Eike Batista - empresário que foi preso pela Operação Lava Jato e que havia sido também marido de Luma de Oliveira - , se casando com Antenor Mayrink Veiga.

Antenor é filho de Carmen Mayrink Veiga, famosa socialite que fez muito sucesso no noticiário chique dos anos 1960, e havia namorado a modelo Monique Evans antes de se casar com Patrícia. O casamento teve dois filhos e durou quinze anos, de 1992 a 2007.

O destaque de Patrícia Leal nas colunas sociais era tal que Zózimo definia as seguidoras da socialite como "patricinhas", o que pegou depois no imaginário popular. A figura da "patricinha" tornou-se a forma feminina de "mauricinho", criando um casal considerado "convencional demais".

Atualmente os dois termos estão em desuso. Ultimamente, "patricinha" mesmo é, no máximo, a personagem vivida por Alícia Silverstone, na comédia juvenil de 1995 que também se destacou na década de 1990, ao lado de suas colegas Stacy Dash e a nossa sempre querida Brittany Murphy.

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